A notação BPMN (Business Process Model and Notation) é o padrão mais utilizado quando o assunto é modelagem de processo, utilizado por modeladores e desenvolvedores com diferentes níveis de habilidades técnicas. Contudo, como é um padrão destinado ao uso em uma extensa gama de ferramentas e aplicativos de diferentes fornecedores, o BPMN não especifica uma metodologia. A especificação nem sugere as melhores práticas de como usar a notação efetivamente para qualquer finalidade de modelagem específica.

Apesar do CBOK apresentar a importância da utilização do nível adequado de detalhamento na modelagem dos processos, tratando com um dos possíveis problemas mais comuns que ocorrem durante esta fase, não apresenta um critério definido para categorizar os possíveis níveis de detalhamento.

No que diz respeito ao mapeamento dos processos, identifiquei nos materiais de estudos da OMG (Object Management Group) responsável pela notação BPMN, um paper da BPMessentials, fornecedora líder de treinamento e certificação para profissionais de modelagem de processos, que apresenta três níveis distintos de detalhamento no momento da representação gráfica de um processo.

A proposta é organizar o pensamento sobre os processos ponta a ponta, fazendo a modelagem de cima para baixo usando subprocessos BPMN, detalhando conforme necessário para adicionar detalhes e, em seguida, traduzir esse pensamento na notação. Apresentou então como usar BPMN em três níveis distintos:

1. Modelagem Descritiva – o tipo sobre o qual a maioria dos consultores de BPM normalmente fala – de alto nível, ocasionalmente ignorando as regras de validação de diagrama do BPMN, mas fácil de se comunicar em toda a organização. A modelagem descritiva requer a compreensão de conceitos fundamentais como piscinas e raias, atividades e subprocessos e fluxo de sequência, mas não as complexidades dos vários padrões de controle e eventos de fluxo de BPMN.

2. Modelagem Analítica – mais detalhada, mostrando todas as etapas, incluindo os caminhos de exceção (uso de gateways – desvios), necessários para analisar o desempenho do processo usando simulação, ou para criar requisitos detalhados para uma implementação de TI. A modelagem analítica requer compreensão dos vários padrões de gateways (desvios), eventos e tratamento de exceções do BPMN. As modelagens analíticas devem ser validadas de acordo com as regras na especificação do BPMN e organizadas de forma eficaz como representações hierárquicas do processo de negócios de ponta a ponta.

3. Modelagem Executável – onde o BPMN faz parte da implementação do processo executável. Embora esse recurso do BPMN seja uma das principais razões para sua ampla adoção, a modelagem nesse nível depende das ferramentas do fornecedor, pois a maioria dos BPMS (Business Process Managemente Suite) não suporta todos os tipos de gateways (desvios) e eventos definidos na especificação do BPMN e pode oferecer suas próprias extensões proprietárias também. Além disso, a maioria das ferramentas ignora os atributos de implementação das especificações do BPMN e, em vez disso, fornece detalhes equivalentes de implementação nos atributos específicos das ferramentas das atividades, gateways (desvios) e eventos do modelo. A modelagem executável normalmente impõem restrições de validação adicionais além daquelas especificadas pela notação BPMN.

Quer mais? Seja um assinante do BPM Pocket, lá você tem podcasts, vídeos, artigos e o resumo de todos os posts publicados nas mídias sociais. Tudo sobre o tema Gestão de Processos de Negócio. Todo dia é um conteúdo novo. Assina lá!


0 comentário

Deixe um comentário

Avatar placeholder

O seu endereço de e-mail não será publicado.